Tudo como dantes no quartel de Abrantes!

Quem acompanha a Portuguesa, sem dúvida ouviu essa frase na voz do Presidente Alexandre Barros, então jornalista e comandante da equipe líder.

Este chavão era usado, “com razão” por Alexandre sempre que a lusa tinha um mal resultado ou tivesse algum acontecimento que fosse ruim para o clube de modo geral.

Com a eleição de Alexandre a torcida lusa se encheu de esperança, pois o discurso de Alexandre sempre foi muito duro com todos os ex presidentes e por várias vezes chegou a pedir a renúncia de Da Lupa, Ilídio Lico, Jorge e Zé Luiz.

Os presidentes eram chamados de incompetentes, paraquedistas, aventureiros pois vai.

Depois de seis meses à frente da Portuguesa, Alexandre parece ter esquecido tudo o que críticava em seus antecessores e vem repetindo sistematicamente os mesmos erros cometidos por eles.

 

Encheu o busão:

Contratou vários jogadores desconhecidos, muitos foram dispensados sem nunca sequer jogar uma partida oficial pela portuguesa.

 

Três comissões técnicas em seis meses:

Começou errado, contratando Tuca Guimarães, um técnico sem experiência e com vários rebaixamentos em sua curta história profissional, para montar o elenco que seria a base da temporada mais importante da história da Portuguesa.

Demorou para reconhecer o erro e trocar a comissão técnica, quando resolveu trocar errou novamente, trouxe Estevam Soares, um profissional sem conquistas em seu currículo e desatualizado em relação ao mercado. Por pouco a Portuguesa não foi rebaixada na A2 do Paulista, sendo salva na última rodada pelo Bragantino, uma partida vergonhosa da equipe Lusa em Piracicaba na última rodada, onde claramente o time tirou o pé no segundo tempo.

Quando todos esperavam a troca da comissão técnica e a saída de alguns atletas que claramente não eram comprometidos com a camisa e a história da Portuguesa, casos de Tarik e Luizinho por exemplo, Alexandre errou mais uma vez, mantendo a comissão técnica e fazendo um esforço muito grande pra renovar o contrato do craque Tarik.

Na segunda rodada da série D, o campeonato mais importante para a sobrevivência da Portuguesa, Alexandre percebeu novamente seu erro e resolveu trocar a comissão técnica mais uma vez durante o campeonato.

Foi aí que chegou Mauro Fernandes, outro erro do presidente da Portuguesa, pois o treineiro estava a dois anos fora do mercado e seus últimos trabalhos tiveram como resultado rebaixamentos em times de menor expressão no cenário nacional.

Muita coisa aconteceu, dispensa de jogadores durante a competição, chegada de outros atletas sem expressão nenhuma, problemas de relacionamento dentro do elenco, jogadores pedindo pra sair, igrejinha, panelinhas, tinha tudo pra dar errado…

 

E deu!

Portuguesa perdeu para o Desportiva por 1 a 0 e deu adeus à Série D 2017 – Imagem: Globo Esporte | Clique na foto para ampliar

A Portuguesa não passou da primeira fase na série D, ocupando a vergonhosa última colocação, mesmo tendo a maior folha de pagamento do grupo.

Para se ter uma ideia a folha de pagamento do Vila Nova é em torno de um terço do que a Portuguesa gasta com o departamento de futebol.

Ainda tem a interdição do estádio do Canindé, quando a Portuguesa jogou de portões fechados contra o Vila Nova.

A velha e recorrente mania de todos ex presidentes da Portuguesa de colocar a culpa nas administrações anteriores.

A falta de força politica do presidente, que não consegue emplacar o acordo com a advogada Gislaine Nunes e a tão esperada parceria com o terreno do Canindé, Alexandre não consegue sequer quorum mínimo para que as reuniões do conselho e cof sejam realizadas para discutir esses assuntos tão importantes para o futuro da Portuguesa.

A velha tatica de culpar a torcida pelos maus resultados, assim como faziam seus antecessores.

Alexandre Barros é um apaixonado pela Portuguesa!

Isso ninguém pode duvidar, mas só isso não é o suficiente.

É preciso reconhecer seus erros, corrigi-los, admitir que não é unipotente e colocar alguém capacitado para cuidar do futebol da Portuguesa, administrativamente, Alexandre conseguiu mudar algumas coisas no Canindé, salários em dia, acordo com os atletas dispensados.

Mas no futebol nada mudou!

A Portuguesa precisa de um vice de futebol, não dá para o presidente cuidar do clube, parcerias, assuntos jurídicos e ainda querer ser o vice de futebol.

Tem que ter alguém que conheça a cabeça dos atletas, alguém que viva o dia a dia do vestiário.

Estamos fora do do cenário nacional e sem calendário para 2018.

Para voltar a crescer a Portuguesa precisa que Alexandre Barros seja diferente do que ele tanto criticou.

A Portuguesa precisa de profissionalização!

 

Queremos a nossa Lusa de volta!

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