Na estreia da Série D, Trio de ‘vovôs’ dá a vitória para a Portuguesa

Fonte: Globo Esporte.com

1 X 0

Gramado do Canindé estava encharcado e com muitas poças d’águas, o que prejudicou muito o jogo de ontem. (Foto: Luciano Filho / LusaWeb)

Para um novo passo, aquele que busca recolocá-la nos eixos, a Portuguesa apostou no antigo. E deu certo. Sob a batuta de Marcelinho Paraíba, 42 anos recém-completados, a Lusa superou o campo encharcado do Canindé e a Desportiva Ferroviária-ES, neste domingo, em sua estreia pela Série D do Campeonato Brasileiro. Venceu por 1 a 0.

O gol, veja só, também não nasceu de algum garoto pinçado da base para tirar a Lusa de sua pior crise na história. Foi o rodado zagueiro Gabriel Santos, de 34 anos, quem testou firme de cabeça o cruzamento de outro veterano, Leandro Domingues, de 33.

– Feliz por fazer o gol na minha estreia, é sempre importante marcar – disse Gabriel, que acumula passagens por Ponte Preta, Palmeiras, Fluminense, Sport e América-MG, entre outros. Detalhe que o lance contou com a participação de todo o trio de “vovôs”, pois começou em um escanteio pela direita cobrado por Marcelinho Paraíba.

De volta ao comando da Lusa, Estevam Soares conheceu a primeira vitória na Série D (Foto: Reprodução)
De volta ao comando da Lusa, Estevam Soares conheceu a primeira vitória na Série D (Foto: Reprodução)

A notícia boa para os corajosos torcedores que enfrentaram o frio e a chuva incessante na capital paulista foi que a ansiedade da Lusa pela estreia durou apenas dois minutos, momento do gol. Porque, depois disso, o que se viu foi muita bola presa nas poças d’água, jogadores dando carrinhos (daquele tipo “deslizantes”) e mais água caindo.

As demais jogadas de perigo vieram das bolas paradas. E, adivinhe, elas já têm dono (s) no time dirigido por Estevam Soares. Ninguém ameaça discutir com Leandro Domingues, camisa 10, quando o lance é pela direita ou com Paraíba, o 11, se a bola é ajeitada no lado esquerdo. Em duas cobranças de falta, uma dos pés de cada, a Portuguesa se viu perto de ampliar o marcador ainda no primeiro tempo.

Na segunda metade do jogo, a chuva deu trégua. Leandro Domingues, não. Quase fez um golaço por cobertura e era o elo de ligação a cada contragolpe da Lusa. Ficou, assim como Gabriel Santos, até o fim da partida em campo. Paraíba saiu aos 35 minutos. Já havia cumprido o seu papel.
– Vestir uma camisa tão pesada quanto a da Lusa sempre bate um friozinho na barriga – falou o meia-atacante da Lusa.
Na próxima rodada do campeonato, a Portuguesa enfrenta o Bangu, em Moça Bonita. O confronto será realizado no sábado (27), às 15h (de Brasília). Para superar quem já foi vice-campeão nacional, em 1985, melhor contar com gente grande. O trio de veteranos da Lusa está preparado.

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